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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Branca de neve e os narcótico


O conto distorcido de hoje será mais facil, essa é uma das melhores muscas da banda Rammstein, e fala de um Branca de Neve com serios problemas.

Era uma vez 7 anões que eram escravizados por uma linda princesa, a terrível Branca de Neve. Ela era viciada em pó de ouro e por isso obrigava seus escravos a trabalharem em uma mina de ouro para saciar o seu vício. Está é a história do clipe SONNE da banda Rammstein. Eu conheci esta banda em 2006 quando comecei a estudar alemão. Achei muito interessante ver a imagem da Branca de Neve distorcida e subvertida, ela deixa assim de ser uma princesa boazinha, bobinha e ingênua e passa a ser uma viciada que quase morre de overdose. Espero que vocês gostem do clipe.

Karen Rego, 22 anos, atriz.






Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, fora...

Tudo espera pela luz
tenham medo, não tenham medo
O Sol brilha nos meus olhos
Ela não irá se por esta noite
E o mundo conta alto até dez

Um
Aqui vem o Sol
Dois
Aqui vem o Sol
Três
Ela é a estrela mais brilhante de todas
Quatro,
Aqui vem o Sol

O Sol brilha em minhas mãos
Pode queimar, pode cegar
Quando ele irrompe dos meus punhos
Deita-se quente sobre seu rosto
Ela não vai se por esta noite
E o mundo conta alto até dez

Um
Aqui vem o Sol
Dois
Aqui vem o Sol
Três
Ela é a estrela mais brilhante de todas
Quatro
Aqui vem o Sol
Cinco
Aqui vem o Sol
Seis
Aqui vem o Sol
Sete
Ela é a estrela mais brilhante de todas
Oito, nove
Aqui vem o Sol

O Sol brilha em minhas mãos
Pode te queimar, pode te cegar
Quando ele irrompe dos meus punhos
Deita-se quente sobre seu rosto
Deita-se dolorosamente sobre o peito
O equilíbrio é perdido
Ela te faz ir com força sobre o chão
E o mundo conta alto até dez

Um
Aqui vem o Sol
Dois
Aqui vem o Sol
Três
Ela é a estrela mais brilhante de todas
Quatro
E ela nunca vai cair do céu
Cinco
Aqui vem o Sol
Seis
Aqui vem o Sol
Sete
Ela é a estrela mais brilhante de todas
Oito, nove
Aqui vem o Sol
Fora.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

princesa Rapunzel, só que não!


Iai galera! contos distorcidos é um brincadeira que fazemos, o processo é igual a prudução de uma fanfic, você escreve o final ou o enredo que gostariam de ler, tornando ele mais triste, alegre, suspense, esse processo muda a história de tal forma que se nasce um conto novo, embora os detalhes mais importantes da história original seja mantido e fácil de acha-lo. É isso curtam as histórias.
Plínio Rezende 
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Do alto da torre do castelo, pela fresta da única janela a refém da feiticeira contemplava as ondas turbulentas que morriam no penhasco.

Há muito ela foi trancada lá, mas nunca perdeu as esperanças de reconquistar a liberdade. A décima filha de camponeses pobres fora entregue aos cuidados da bruxa quando ao completar doze anos de idade tornou-se um fardo para a sua família. Enquanto os irmãos menores já trabalhavam para trazer algum dinheiro, Rapunzel só pensava em escovar os longos cabelos e sonhar acordada diante da lasca de um espelho que trocara por um saco de arroz. Aquela atitude deixou seus pais enfurecidos, pois trabalharam duro para juntar os grãos que alimentariam a família por pelo menos uma semana.

Certo dia, a feiticeira do castelo viu a menina sentada debaixo de uma árvore conversando com o seu próprio reflexo. Muito curiosa ela perguntou:

-Por que conversa com o espelho, menina?

- Não tenho muitos amigos. – Ela respondeu.

-Ah, entendi. E por não ter com quem conversar, fala consigo mesma?
- Sim.


-Rapunzel! – Interrompeu a voz grave de seu pai. – Com tantos afazeres, você fica aí papeando? Ah como eu gostaria de me livrar de você!

A feiticeira se angustiou pela grosseria do velho e imediatamente se ofereceu para levar Rapunzel para viver no castelo. O pai muito satisfeito livrou-se da filha imprestável naquele mesmo instante.

Nos primeiros dias Rapunzel sentia-se muito feliz, pois a bruxa a tratava maravilhosamente bem, mas com o passar dos meses a velha feiticeira percebeu que tinha arrumado sarna pra se coçar.

Rapunzel não queria ajudar nos serviços do castelo, vivia escovando os cabelos o dia todo e falando com aquele pedaço de espelho. Uma parasita é o que ela era e até que aprendesse a cooperar ficaria trancafiada na masmorra a pão e água.

Os anos passaram e Rapunzel jamais saíra da torre. Seus cabelos estavam tão longos que podia molhar as pontas na baía ao jogá-los pela janela.

Numa noite, enquanto olhava para o mar iluminado pelo reflexo da lua, avistou uma figura masculina emergindo da água turva.Ele fez um sinal para que ela jogasse os cabelos e Rapunzel toda contente obedeceu aos comandos do homem que viera para lhe salvar. Ela pensou que o seu príncipe encantado subiria pelas longas madeixas, daria fim na bruxa e então os dois fugiriam para viverem felizes para sempre. 

Ao invés disso, o cavalheiro se agarrou com força nos cabelos de Rapunzel e a puxou para baixo, onde a pobre despencou pelo abismo encontrando a água gélida do mar nebuloso. 

O homem desapareceu como um espectro da noite e Rapunzel transformou-se em uma sereia. 

A bruxa já havia se cansado de sustentar a moça preguiçosa e fez um feitiço para que tudo isso acontecesse.

Já que Rapunzel gostava de escovar os cabelos e de se olhar no espelho, que fosse viver no mar então. Não são estas as características das sereias? 

Todas as noites a feiticeira escuta o canto triste vindo do mar. Uma vez por ano, coloca jóias e espelhos novos num barquinho o despachando pelas águas. Com certeza este mimo sai bem mais barato do que alimentar a vagabunda todos os dias.

Do blog :

'Create

sábado, 6 de outubro de 2012

os tres porquinhos, panela adentro.





os tres porquinhos, panela adentro.


Viviam os três porquinhos com sua mãe, A Porca. A mãe, embora suja e em seu chiqueiro emporcalhado, sempre lutou para os filhos terem o melhor, para serem honrados e honestos.

Na escola, os três eram motivos de piadas, já que viviam sujos e sebosos, graças a vontade da mãe emporcalhada.

Mesmo ao extremo da humilhação, seguiam firmes, pois nada podiam fazer para muda-la.

Até que um dia, decidiram descruzar os braços e tentar convencer a mãe Porca a viverem uma vida mais limpa, pois com o conhecimento que tinham, montariam uma grande mansão para viverem longe de toda aquela lama e lavagem. A mãe Porca gostava de viver na simplória vida de chiqueiro, se recusou a seguir o pedido dos três filhos porquinhos, decidindo assim a continuar em seu comodismo.

O porquinho mais novo então, propôs uma nova idéia aos irmãos:

-Não nos resta nada a não ser vende-la ao Lobo, com isto a gente pega o dinheiro, divide e cada um faz sua casa!

A principio os irmãos repudiaram a idéia do caçula, mas vendo que não tinham outra solução, decidiram aderir a insanidade do irmão.

Caminharão então, ao covil aonde residia o Lobo, passando por entre esqueletos e carcaças de animais mortos pelo mesmo:

-O que traz três deliciosos jovens suínos ao meu covil?


O porquinho do meio, mais rechonchudinho tomou a frente para negociar:

-Viemos lhe vender algo.

O lobo, os rodeou, cheirou o gordinho e perguntou:

-O que podem ter vocês que me interesse mais que seus deliciosos pernis e costelinhas?

O porquinho tomou coragem e falou:

-Nossa mãe... Ela é uma clássica leitoa, gorda e aos seus olhos, suculenta... Estamos dispostos a vende-la, para construir assim nossas vidas.

O lobo conhecia bem a Porca, sempre a admirou lambendo os lábios:

-Maravilha... Estão dispostos a vender a magnifica mãe de vocês?

Os três se olharam envergonhados com a pergunta do lobo, que os consolou:

-Pois não sintam vergonha, meus amigos... Eu valorizo a atitude de vocês, tanto que estou disposto a lhes dar 10 moedas pela deliciosa Porca gorducha.

O mais velho então tomou a frente das negociações:

-Quinze moedas. É o que achamos que vale a nossa... Aquela Porca. Queremos quinze moedas nela e o senhor sabe muito bem que vale!

O Lobo sorrateiro os encarou com os olhos e sorrindo maliciosamente propôs:

-Pois lhes dou doze moedas! Quatro para cada um de vocês!

-Pois esta feito, senhor Lobo. É sua nossa amada mãezinha. Só lhe pedimos que se apiede dela, a mate rápido, mesmo que a devore devagar...

O Lobo nada prometeu, pois seus ataques traiçoeiros costumavam ser rápidos, no entanto as vitimas agonizavam lentamente enquanto eram mastigadas por ele.

Então os três porquinhos sairão dali cada qual com suas quatro moedas, o mais novo deles concluiu:

-Depois do que fizemos, não tenho mais coragem de olhar pra vocês... Sempre que olhar me lembrarei do que fizemos a nossa mãezinha.

O do meio chorou e disse:

-Acho que não foi justo, mas já esta feito. Aceito se decidirmos cada um ir pro seu lado, sem nos vermos nunca mais, afim de evitarmos tais dolorosas lembranças.

O mais velho então sugeriu:

-Ei, pra frente deste trecho a uma estrada que se abre em três caminhos. Façamos o seguinte: Cada um segue por ele com suas quatro moedas, montando assim sua própria vida, como foi combinado antes. Eu seguirei pelo primeiro caminho e construirei uma bela choupana de palha, a margem do lago.

O do meio concordou e decidiu:

-Boa idéia, pois eu seguirei ao caminho do meio e construirei uma belíssima cabana de madeira em meio a mata fechada!

O terceiro empolgado clamou:

-Pois eu fico com o terceiro caminho, próximo ao riacho, construirei uma forte casa de tijolos!
E assim fizeram, cada qual traçando seu caminho, esquecendo assim o erro que cometeram.

Enquanto isto o Lobo batia no chiqueiro sujo da dona Porca, que lhe recepcionou muito bem:
-O que faz aqui, senhor Lobo? Posso lhe ser útil?

O Lobo a olhou babando e antes de dar o bote respondeu:

-Três arrobas sempre pode ser útil a um estomago faminto!

Ele a arrastou para seu covil ainda com vida, a Porca em desespero gritava:

-Por favor, senhor Lobo, deixe me ir, poupe-me de sua gula, sou mãe, tenho três filhos para criar!
O Lobo riu desgraçadamente, insinuando:

-Pois não cuidou bem de suas crias egoístas. Eles a venderam a mim por doze moedas, lhe digo que fiz um ótimo negocio, levando em consideração que senhora é de uma suculência sem igual, doze moedas é um bom preço por tal especiaria!

O Lobo então, devorou a Porca devagar, a fazendo agonizar até o ultimo minuto, enquanto apreciava sua carne e seu sangue quente, que lhe jorrava no focinho.

Após devorar toda a gorda Porca, o Lobo satisfeito cochilou, sonhando com a carne mais saborosa que já havia provado em sua vida.

Quando acordou pela manhã, o Lobo ainda mastigou a carcaça da Porca, lamentando pelo fim da boa carne. E quando não restou nada mais para ele roer, se pegou a pensar:

-Se essa leitoa velha é tão saborosa, imagine suas crias, gordinhas como bolas e macias como seda...
Então o atraente pensamento se tornou um delicioso plano, o Lobo decidiu farejar os porquinhos e devora-los, pois ficou viciado no doce o sabor suíno.

Ele os farejou até a entrada dos três caminhos, aonde conclui sabiamente que cada um seguiu por um lado diferente, tomando para si o primeiro, para depois seguir aos outros.

Deparou-se então com uma belíssima choupana na margem do lago, aonde um porquinho mais velho dormia com a barrigona pra cima, em meio a toda sua limpeza entre as palhas secas. O Lobo bateu na porta:


-Porquinho? Esta em casa?

O porquinho acordou, percebendo que era o Lobo assim respondeu:

-Estou, mas nada tenho a falar com você, pois não tenho mas mãe alguma para lhe vender!
O Lobo lhe foi convincente:

-Pois abra essa porta, leitãozinho... Estou com outras três moedas. Após devorar sua mãe percebi que ela realmente valia bem mais que as doze, como você mesmo disse. Cá estou com as outras três para lhe entregar.

O ambicioso porquinho então, abriu a porta. O Lobo pulou em seu pescoço e com uma forte dentada lhe fez desmaiar. O porquinho acordou já sem as patas, o Lobo as havia devorado em sua
inconsciência. O porquinho desesperado tentou correr com seus toquinhos, não conseguindo, acabou caindo de novo na boca do Lobo, que o devorou pelo resto daquele dia. A noitinha, dormiu de barriga cheia na cama de palha, prometendo visita o porquinho do meio.

Dia seguinte, la se foi o senho Lobo, trilhar o caminho do meio desta vez. Chegou então na mata fechada, e logo avistou uma belíssima cabana de madeira:

-Ô de casa? Senhor porquinho roliço?

Estava o porquinho cortando lenha quando viu o Lobo:

-O que faz aqui, senhor Lobo?

-Estava eu de passagem quando avistei sua bela cabana. Vejo que esta cortando lenha. Assara alguma coisa, leitãozinho?

O porco o olhou assustado e com medo respondeu:


-Bem, senhor Lobo, estou pensando em cozinhar algumas batatas para o almoço... Se quiser ficar eu...

-Eu adoraria. -Respondeu o Lobo já lambendo os beiços. -Adoro batatas!!!

E enquanto o porquinho mexia o caldeirão com as batatas, o Lobo traiçoeiro foi lá bem devagarzinho e o empurrou no caldeirão de agua fervente!!!

O pobre coitado pulava dentro do caldeirão, agonizando com a fervura da agua. O Lobo impedia que ele fugisse com uma grande colher de madeira:

-Adoro batatas, amiguinho, mas com carne suína certamente ficaram bem mais gostosas!

O Lobo passou o dia devorando o leitão cozido com as batatas, prometendo dia seguinte, provar o porquinho mais novo:
-Realmente esses suínos são uma delicia! Mas o melhor esta por vir, deixe estar, amanhã pego o mais novinho e mais roliço, farei um belo assado dele!

O lobo acordo bem disposto na cabana de madeira. Se espreguiçou, roeu os ossinhos do porco e partiu para o terceiro e mais promissor caminho.

E lá estava o porco, em sua casinha de tijolos, em meio ao nada. O Lobo chegou e bateu palmas, o porquinho malandro que era, adivinhou as intenções do traiçoeiro:

-Leitãozinho... abra a porta, pois preciso lhe falar.

O porco tratou de socar brasa na lareira, quando a chama levantou, ele respondeu:

-Ora, ora... Amigo Lobo, que bom que veio me visitar... Mas esta porta esta emperrada, seria muito incomodo se pudesse entrar pela lareira? Garanto que o fogo esta apagado e não lhe causara nenhum dano!

O Lobo então, mais que depressa deu um pulo no telhado e desceu de cabeça pela chaminé, caindo de cara no braseiro quente. O porquinho, armado com um espeto, lhe furou o olho esquerdo.


O Lobo, raivoso e faminto, pulou bruscamente contra o leitãozinho esperto, já com os dentes em sua jugular, dilacerando seu saboroso e grosso pescocinho suíno. E mesmo cego de um olho e com a face desfigurada pela brasa, o lobo assou o porquinho na lareira, e depois de bem assado, ele assoprou, assoprou e assoprou, devorando frio, o melhor assado de sua vida.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Chapeuzinho vermelho, só que melhor





Olha ai o primeiro conto distorcido, muitos contos infantis sofreram varias modificações, principalmente vários contados pelos irmão Green, e chapeuzinho vermelho muitas e muitas, ja ouvi varias versões do conto mas esse com certeza é o mais maneiro.  

Chapeuzinho vermelho, só que melhor







Lobão vinha reparando em Chapeuzinho vermelho havia certo tempo, já não era mais uma menina, e estava ficando bem ajeitadinha; naquela manhã quase chuvosa, vestia uma capinha vermelha que lhe caía até as pernas nuas e graciosas, quando passou saltitando e cantando de uma maneira jovial e encantadora que obrigou o jovem a fitá-la com um olho muito comprido e puxar conversa:

— Olá Chapeuzinho. Aonde vai assim bonita?

Ao ouvir o galanteio, a moça foi toda sorriso:

— Ah, obrigada Lobão, estou indo levar esses doces para minha vovozinha, não gostaria de me acompanhar até lá?

— Boa idéia, estava aqui sozinho pensando no que fazer...

E partiram os dois, ela saltitante e muito alegre, ele com os olhos grudados nas coxas da mocinha que, aliás, se locomovia com enorme graça; sua capinha vermelha e curta caía sobre o corpo como um sino, enquanto os dois badalavam pela rua de mãos dadas. Já estavam perto da casa da avó, e ela ainda cantava, desafinada e ininterruptamente, a mesma musiquinha enfadonha:

— Pela estrada afora eu vou bem sozinha, levar esses doces para a vovozinha...

Estavam bem alegres quando cruzaram com três figuras rebolando ostensivamente:

— Viu, não falei que era o bofe?

— E com essa mocréia.

— Horrorosa!

As criaturas passaram, mas quem perdeu o rebolado foi o casal; a menina interrompeu finalmente a cantoria maçante, soltou a mão do parceiro e perguntou:

— Ih, você anda com esses porquinhos, é?

Lobão, ainda menos à vontade, já não sabia o que estava fazendo ali, e só continuou a acompanhar a menina por absoluta falta de opção e pelo fato de já estarem chegando, o que, por sorte, sucedeu quase de imediato. A avó da menina os recebeu efusivamente, quebrando todo o gelo acarretado pelo encontro prévio.

Conversaram bastante, lancharam, comeram os docinhos trazidos pela moça e quando já estava chegando a hora de ir, a menina se prontificou a retirar a mesa e lavar os pratos, mas enquanto isso acontecia, desastradamente, Lobão derrubou um copo de suco em seu próprio colo, o que não chegou a causar nenhum transtorno já que imediatamente a avó da menina, com o auxílio de um guardanapo, o secou com muito cuidado e carinho; muito mais até que o necessário, protegendo com uma das mãos e extrema habilidade as coisas do rapaz por baixo da calça molhada, enquanto o enxugava com a outra. Mas a moça não tardou a voltar da cozinha encontrando Lobão em um misto de parvoíce e êxtase, enquanto sua avozinha permanecia muito alegre e encantada com a visita.

Despediram-se e partiram, com a recomendação muito explícita para ambos de que regressassem assim que pudessem. Durante a volta, Chapeuzinho continuava tão alegre quanto na vinda, e tratou de entoar a mesma musiquinha cacete, mas Lobão parecia disperso e distante, permanecendo calado por quase todo o percurso. Ainda faltava um bom trecho para chegarem de volta à casa da mocinha quando Lobão rompeu seu próprio silêncio para comunicar que havia esquecido algo, e que Chapéu deveria prosseguir sozinha, retomando ele próprio pelo caminho por onde acabavam de vir; a menina não entendeu a atitude do outro, mas mesmo assim prosseguiu.

Ao chegar em casa, sua mãe perguntou pela cestinha, da qual necessitaria naquele mesmo dia; a moça confirmou tê-la esquecido na casa da avó, mas aquiesceu em voltar lá para buscá-la depois da refeição, que já estava quase servida, de modo que almoçou e saiu em seguida.

Não demorou para que a campainha da avó tocasse uma vez mais naquele dia, mas, para a surpresa de ambos, quem abriu a porta para a menina foi ninguém menos que Lobão, ridiculamente vestido em um roupão florido da velha. Tão instintiva quanto absurdamente, o jovem tentou se esconder puxando o capuz do minúsculo vestido por sobre o rosto, deixando de fora as musculosas pernas muito peludas com que se deslocou rapidamente para o interior do quarto. 

Divertidíssima com a cena burlesca, Chapeuzinho tratou de dar corda à farsa correndo atrás do bufão aos gritos de “vovó”, “vovozinha”, a que o truão respondia em falsete, enquanto puxava o capuz para cima com o intuito de esconder o rosto sem se preocupar em deixar os fundos à mostra.
À beira do desespero, flagrado ali na cama da velha, vestido da maneira mais ridícula que se possa pensar, o pobre Lobão nada mais conseguia imaginar exceto tentar se esconder da menina impertinente que o perseguia na mais cândida alegria, e enquanto se esforçava por se cobrir, bisonhamente vexado, a menina se empenhava em fazer o exato contrário, expondo-o o mais que pudesse, até que não restasse outra opção que não a rendição. Ainda encolhido, buscou coragem para fixar os olhos medrosos e arregalados na menina, que na maior desfaçatez perguntou:

— Para que esses olhos tão grandes, vovó?

Ao que, com voz trêmula e em falsete, e depois de uma pausa que lhe pareceu absurdamente longa e torturante, Lobão se viu compelido a responder:

— São para te ver melhor.

Certas vicissitudes acabam por se revelar tremendamente apropriadas, e os brevíssimos segundos necessários para a resposta foram suficientes para que Lobão finalmente tomasse pé da situação e prestasse atenção ao generoso decote de Chapeuzinho que, sentada a seu lado, se debruçava sobre seu corpo seminu coberto por um lençol. Confiante e ousada, a moça retirou abruptamente o lençol que o cobria, deixando à mostra seu corpo coberto apenas pelo ínfimo roupão muito leve. Foi a vez de Chapeuzinho surpreender-se. Toda arregalada a jovem exclamou:

— Hã, Lobão...

E com os olhos cravados no volume que começava a se destacar do corpo do rapaz, perguntou:
— E para que esse negócio tão grande?

Nesse mesmo instante a coisa pareceu ter crescido ainda mais, até escapulir repentinamente brotando fora do traje ínfimo enquanto o lobo respondia com voz grave e rouca:

— É pra te comeeeer!

E puxou a menina arregaladíssima pelos ombros para mordiscar-lhe o pescoço enquanto a apalpava e a comprimia com avidez por sobre seu corpo.




















http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/2863387



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